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Nova coordenação do CDER-SP – Trabalhos de 2023 foram iniciados em centro de inovação

A primeira reunião do ano do Colégio de Entidades Regionais de São Paulo (CDER-SP), realizada na segunda-feira (13/02), foi um pouco diferente do que os presidentes das associações estão acostumados. Isso porque o encontro aconteceu no State Innovation Center, na Vila Leopoldina, um dos principais centros de inovação da capital paulista. O ambiente de interação e empreendedorismo foi palco para a posse da nova coordenação do colegiado e serviu de referência para o principal desafio deste ano: o de criar uma rede estadual de coworking para os profissionais da área tecnológica.

A ideia fomentada pelo Crea-SP surgiu no novo Termo de Colaboração para Valorização Profissional (TCV), que, mais uma vez, foi tema de destaque entre os representantes das associações. O presidente do Conselho, Eng. Vinicius Marchese, comentou, inclusive, que a ascensão do então coordenador adjunto, Eng. Leandro Galindo, para coordenador neste exercício de 2023 vem com a intenção de dar continuidade aos projetos iniciados no ano passado para estabelecimento dos espaços de trabalho compartilhados. “O CDER-SP é este colégio consultivo que direciona nossas ações para as necessidades dos profissionais e o que vemos é que devemos nos adequar ao que os 350 mil profissionais e 95 mil empresas do estado de São Paulo buscam no Conselho e nas entidades de classe. Os gestores hoje nomeados têm em mãos a responsabilidade de acompanhar os novos planos de trabalho de cada associação e efetivar a criação do coworking nas quase 200 cidades aqui representadas”, afirmou Marchese.

 

“O CDER-SP será esta ferramenta para buscar ideias e conseguir alcançar este objetivo”, complementou o novo coordenador, Eng. Leandro Galindo, da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Ituverava (AEAAI), que conta agora com o Eng. Luiz Augusto Moretti, da Associação dos Engenheiros e Agrônomos do ABC (AEAABC), como adjunto.

Avaliando resultados e discutindo o futuro

 

Antes de deixar a coordenação, o Eng. Leandro Fogaça, da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Osasco (AEAO), recebeu uma homenagem do Conselho pelo trabalho desempenhado à frente do CDER-SP. “Foi uma honra ter conduzido os trabalhos no último ano. Não tenho como não agradecer a cada um que esteve comigo e a todos pelo empenho, principalmente com os comitês temáticos, por meio dos quais entregamos boas ideias para o Crea-SP”, disse ao se referir aos 10 grupos formados em 2022 para debater planos estratégicos voltados para: inovação e tecnologia, regularização fundiária, construção sustentável, ética profissional, valorização profissional, políticas públicas, reforma residencial e predial, prestação de contas, capacitação e comunicação e fiscalização.

A partir dessa atuação das associações nos comitês, foi possível chegar em resultados bastante significativos, como a própria reformulação do TCV para parcerias mais amplas e simplificadas com o Crea-SP. O que se espera com isso é inspirar a transformação na área tecnológica. “Temos 188 unidades espalhadas pelo Estado, mas com um nível de utilização ainda muito baixo. O profissional precisa utilizar desta estrutura e estamos aqui reunidos para descobrir como oferecer isso a ele, com os projetos do TCV, entregando a mesma qualidade de trabalho que teria em casa ou em um escritório”, argumentou o presidente do Conselho.

Para inspirar os presentes neste sentido, foram apresentadas duas palestras sobre visão de futuro e inovação aberta. “A inovação não é só tecnologia. Aliás, tecnologia é apenas 25%. A gestão, os processos implantados e as pessoas são os outros 75%”, falou o publicitário Leandro Ogalha, fundador da Hyper Innovation, consultoria que participou das recentes mudanças do Crea-SP com a digitalização e nova cultura organizacional.

Conhecer de perto uma comunidade de colaborativismo e ambientes integrados baseados em ciências, cidades e criatividade para o desenvolvimento de negócios foi outro ponto chave apontado como crucial nas transformações inovadoras. É o que acontece nos centros de inovação e o que o Conselho busca com uma rede estadual de coworking.  “Ninguém faz nada incrível sozinho. Precisamos ser mais abertos e mais responsáveis socialmente”, defendeu o CEO do State Innovation Center, gestor de sustentabilidade Jorge Pacheco.

O dia foi encerrado com visitas ao campus que abrigava, nos anos 1940, ‘a fábrica das fábricas’, o maior conglomerado industrial do município de São Paulo na época, e atualmente oferece espaços de trabalho onde grandes marcas, startups e profissionais autônomos se reúnem diariamente.

 

Produzido pela CDI Comunicação