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Nova ART em pauta – Crea-SP promoveu workshop com profissionais para discutir melhorias

Reunir profissionais do ecossistema da área tecnológica para debater desafios e propor soluções. Foi com base nesta premissa que o Crea-SP realizou o workshop “Nova ART”, na Sede Angélica. Ao longo de um dia todo, conselheiros, gestores, colaboradores e profissionais se envolveram em dinâmicas de grupo para mapear pontos sensíveis e propor melhorias no preenchimento da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART).

A ART é um procedimento obrigatório por lei que comprova a responsabilidade técnica, a atividade para fins de aposentadoria, o acervo técnico e proporciona mais segurança para a sociedade. Mas, algumas das características levantadas pelos participantes indicam que o atual documento é complexo, detalhado e pouco intuito.

Vice-presidente no exercício da Presidência do Conselho, a Eng. Lígia Marta Mackey convidou os profissionais a participarem efetivamente das atividades. “O Crea-SP está comprometido em consolidar as mudanças necessárias e por isso precisamos da contribuição de todos”, disse.

Na ocasião foram apresentadas as fundamentações leis da ART: Lei nº 6.496/77, Resolução nº 1.025/09, Decisão Normativa nº 85/11 do Confea e Manual de Procedimentos Operacionais (MPO) – guia de formatação do documento para os Creas.

Para a superintendente de Fiscalização, Eng. Maria Edith dos Santos, há desconhecimento sobre o preenchimento. “De 120 solicitações de Acervo Técnico que entram, 100 retornam com exigências pois a ART foi recolhida de forma errada. Isso mostra que o primeiro passo é nos comprometermos, enquanto profissionais, a entender os procedimentos para buscar melhorá-los”, destacou.

Propostas de mudança

Ao trazer os principais usuários do sistema para participar do workshop, o Crea-SP utiliza a metodologia de design thinking, cujo objetivo é colocar o profissional no centro das mudanças. O Eng. Gumercindo Ferreira da Silva, superintendente de Colegiados, citou o apoio técnico recebido para discutir a nova ART, além do compromisso da Presidência e da Diretoria do Crea-SP. “Estamos todos envolvidos nisso e temos o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) disposto a ajudar no que precisarmos”, completou.

Tecnologia, comunicação, informação e legislação foram citadas como ferramentas que podem subsidiar o processo de transformação, servindo de diretrizes para as propostas. “O nosso pedido é para que não se limitem. Todas as considerações são válidas”, reforçou a superintendente de Tecnologia e Inovação do Crea-SP, Adm. Flávia Varga.

A possibilidade de autopreenchimento também foi apontada para a simplificação da ART. “É uma linha interessante para modernizar a ART, que é o nosso principal instrumento de trabalho. Acredito que o maior desafio para isso é trazer a inteligência artificial e todas as interfaces de modernidade ao nosso sistema”, concluiu o profissional convidado, Eng. Erinei Nunes Moreira.

Agora, os dados serão compilados para apontar as prioridades e avaliar a viabilidade das sugestões para a criação da nova ART.

 

Produzido pela CDI Comunicação